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05/03/2004 00:13
Estava lendo meus últimos post, porque ainda não os tinha lido dentro do meu template, e cheguei à conclusão que o que eu escrevo é ótimo e fica melhor ainda dentro desse template lindo que "eu fiz"! Acho que exagerei na imodéstia, mas é verdade que gostei. Não é nenhum Poemas e Lamúrias ou Slip Dropp, mas até que é bem legalzinho... E eu sou uma verdadeira gênia por conseguir transformar a minha rotina em um post interessável (mais uma palavra para adicionar ao dicionário de idiotices). Puxa, minha vida é tão emocionante quanto cortar a unha do dedão do pé, é algo tão sensacional quanto coçar o braço, é algo tão movimentado quanto a própria inércia. Isso que me deixa mais desanimada e quanto mais desanimada, mais parada eu fico e o desânimo aumenta cada vez mais, até chegar ao desespero. Não estou desesperada ainda, só aconteceu de eu não querer acordar de manhã pela 1859649001ª vez. Como acordo um pouco bêbada, fiquei pensando em sair da cama e anunciar que estava morta e que não ia mais sair dali, pensei também que Deus se esqueceu de mim, já que já passou da hora de eu morrer, mas tudo bem, mesmo assim me levantei da cama e fui bancar a dona de casa.
Uma lista sem sentido de conclusões:
1º - Cheguei à conclusão de que desprezo pessoas otimistas demais, que vivem seguindo à risca o Carpe Diem e saem para ir pra balada e dar uns "amassos". Não quero nem preciso ser assim pra ser feliz.
Porque: acho que a vida não é pra ser aproveitada com desespero, deve apenas ser vivida, dane-se se você morrer antes de fazer tal coisa, você vai estar morto mesmo, talvez nem ligue! Nada demais deixar as coisas pra depois. E a minha interpretação de "aproveitar o dia como se fosse o último", é ter a boa esperança de que me matar é desnecessário.
2º - Não estou bancando a gótica, embora faça um tipo de apologia à morte, cada um tem uma opinião sobre as coisas.
3º - Cada um que se despreze. As pessoas "ultranormais" que sempre estão de bem com a vida, desprezam pessoas como eu e as tacham de imaturas. A recíproca é verdadeira.
4º - Esta lista não tem o menor sentido, coerência e linearidade, mas dane-se!
5º - Não ter medo e até gostar da morte não é loucura ou coisa de anormal, é coisa de gente que sabe que vai morrer e se acostumou com a idéia.
6º - A vida e a morte são duas coisas boas. Coisas que não dou a mínima.
7º - Decidi que escrever é algo útil que faço, mesmo que seja a única coisa.
8º - Não sou boa dona de casa, mas sei bem como não morrer de fome - mesmo que seja comendo um pouco mal.
9º - Acordar cedo é horrível, principalmente pra ir a escola, mas não fazer isso é que está me deixando "mal" desse jeito. Não posso parar de estudar, vou passar a vida inteira cursando alguma coisa, afinal, a vida é um aprendizado, e eu não estou aprendendo coisa nenhuma aqui sentada... ou estou? Bem, estou aprendendo a me conhecer mais e a escrever.
10º - Viver não é tão ruim não...
11º - Isso aqui está uma bagunça incoerente pela segunda vez...
12º - Odeio seguir certos padrões, pois sou contrária a tudo.
13º - Padrões e regras são as maiores besteiras que já inventaram.
Bem, vou falar sobre a 13º conclusão. Odeio, odeio tudo nesse mundo porque tudo é padronizado. Tem o padrão de educação, padrão de como devemos nos comportar, padrão de como devemos pensar, padrão do que é e do que não é insano... Acho tudo isso bobagem.
A democracia é aceitável na política, não na vida em si. A maioria não é necessariamente o protótipo do que é certo. Quem garante que uma pessoa que gosta de bater a cabeça na parede é a louca e não a pessoa que não bate? Quem garante que apoiar o cotovelo na mesa enquanto se come é falta de educação e agir com "bons modos" é o certo? Quem garante que a vida é melhor que a morte? Quem garante que a pessoa que acha a vida maravilhosa é madura e não o contrário? Quem garante que pra se escrever bem é preciso ser coeso? E blábláblá.
Só porque a maioria não tem tal atitude, e uma atitude foge do padrão, uma pessoa é chamada de louca. Sou contra isso, sou contra as redações terem padrões pra serem escritas. Uma dissertação perfeita é uma chatice, quem garante que é mesmo perfeita? E não é por despeito não, já que não sei nem quero saber escrever uma dissertação perfeita, mas porque fujo aos padrões e acho-os desnecessários. Agir padronizadamente é não ter opinião própria, nem atitude, nem graça, nem estilo próprio. É ser programado desde criança e não sair da linha. Mesmice... Mas Fê que me livre de estar agindo como uma adolescente rebelde padrão! Não, eu não sou única, mas estas opiniões eu formei espontaneamente.
Pra tornar esse post mais animado vou pôr foto. Não é bem uma foto, é uma fótil:
Já que minha mão deu tanto ibope...
enviada por Marcely
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